terça-feira, 28 de junho de 2011

Abrolhos: Conheça este Paraiso

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Abrolhos – Foto: Marcello Lourenç

Situado a 70 km de Caravelas, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos é uma ótima opção de viagem. O arquipélago de Abrolhos é o mais antigo parque nacional marinho da América do Sul e é formado por cinco Ilhas: Guarita, Sueste, Siriba, Redonda, Santa Barbara ( sob o controle da Marinha do Brasil)e ainda o recife de timbebas e possui mais de 930km. Em 2010 o Parque recebeu também o reconhecimento como Sítio Ramsar, um tratado firmado por governos de diversos países que estabelece uma ação nacional e uma cooperação internacional para a conservação e uso racional das zonas úmidas mundiais e de seus recursos naturais. O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos possui um área de mais de 930 km².


Há uma versão para o nome de abrolhos – Segundo tradição nos meios náuticos, o nome Abrolhos provém da advertência Abra os Olhos, contida em antigas cartas náuticas portuguesas, aos navegantes daquela região, devido aos perigos que ela oferece dada a grande quantidade de recifes submersos.



Em cada pedacinho de Abrolhos o visitante encontra beleza inigualável. A vista do conjunto de ilhas é impressionante, o Farol e as casas da ilha Santa Barbara compõem o cenário perfeito, a diversidade de espécies de aves marinhas impressionam, a biodiversidade de peixes e espécies de corais são um caso aparte neste conjunto.


Abrolhos é diversão garantida para toda a família, pois justamente no mês de junho coincidindo com as férias escolares é que Abrolhos recebe a visita das Baleias Jubarte que por sua vez dão show com seus saltos e exibição de nadadeiras. Através de trilha na ilha Siriba, o visitante toma consciência da fragilidade do ecossistema local, num agradável e amigável contato com os atobás, grazinas e fragatas.



Aves Marinhas: Grazina e AtobáPor estar sempre entre os cincos melhores pontos de mergulho do Brasil, Abrolhos é muito visitada por adeptos desta pratica esportiva que se encantam com os vários pontos de mergulho ao redor do Parque. Entre naufrágios, chapeirões, grandes cardumes de peixes e vários tipos de corais Abrolhos encantam a todos.

Em Abrolhos não existe hotéis ou pousadas para pernoite, isso pode ser feito em embarcações chamadas de Liveaboards que não perdem em nada para hotéis da região ou ainda através de embarcações que fazem o passeio no estilo chamado bate-volta.

 






Durante três dias o CaravelasNews ficou “hospedado “ no TITAN, embarcação com mais de 22 metros que hospeda 16 pessoas em pernoites de 2 ou 3 dias, só para ter uma idéia do luxo desta embarcação uma das suítes possui até banheira.



O CaravelasNews coletou bastante material e fará uma série matérias apresentando Abrolhos como tema, estas matérias só foram possíveis graças ao apoio da Apecatu Expedições.




fONTE. Caravelasnews.

Chegada das Baleias a abrolhos é destaque na revista Cidadania e Meio Ambiente

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Em sua edição de numero 33 a revista Cidadania e Meio Ambiente traz uma matéria sobre a chegada das Baleias Jubarte ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.


Além de citar a ligação entre abrolhos e as Jubarte a revista mostra ainda um tipo de turismo que atrai muitas pessoas: O Turismo de Observação de Baleias.


Localizado a 66 km da cidade de Caravelas, no sul da Bahia, o Arquipélago de Abrolhos representa a principal área de reprodução e cria de baleias Jubarte no Oceano Atlântico Sul Ocidental. As cinco ilhas que formam o arquipélago funcionam como um verdadeiro porto seguro para a espécie, oferecendo águas claras (em determinadas épocas do ano a visibilidade das águas pode chegar a incríveis 15m) e rasas, além de quentes, com temperaturas variando entre 24ºC e 28ºC.
Foto retirada da Internet

Observação de baleias

Todos os anos, um grande contingente de baleias Jubarte (aproximadamente 7,2 mil indivíduos) chegam à costa brasileira, migrando para o Arquipélago de Abrolhos entre os meses de junho a novembro, onde permanecem principalmente nos meses de setembro, outubro e novembro. É muito comum nesse período observar diversificados comportamentos desses cetáceos – batidas de nadadeiras peitorais e caudal, saltos parciais e totais, além daqueles diretamente relacionados à corte e à reprodução.

Durante a permanência da espécie em Abrolhos, no período de acasalamento e de disputas, grandes grupos de baleias se reúnem temporariamente na região. Nessa ocasião, os machos – geralmente tranquilos nas áreas de alimentação junto aos polos – tornam-se extremamente agressivos. Afinal, para eles, o objetivo e meta principais desses encontros e eventos é a conquista de fêmeas, e o consequente acasalamento.

O turismo de observação de baleias ou “whale watching” é uma modalidade em crescimento em diversas regiões do mundo, como consequência direta do fim das atividades de caça aos cetáceos ao longo de suas áreas de ocorrência e do aumento gradual das populações de várias espécies. Fato que permite a um número crescente de observadores o contato com esses mamíferos fascinantes. A observação de baleias começou na década de 1940, na costa oeste dos Estados Unidos e, hoje, gera muito mais recursos do que a atividade baleeira jamais produziu.

No Brasil, essa atividade vem se intensificando nos últimos anos nas áreas costeiras da rota de migração, caso da região de Arraial do Cabo (RJ) e principalmente no Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia. A partir de Nova Viçosa, Alcobaça e Caravelas, a cada temporada de “visita dos cetáceos”, centenas de pessoas rumam a Abrolhos para ver de perto as baleias Jubarte.


Fonte; Caravelasnews.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

HOMENAGEM AO GRANDE DEFENSOR DA VIDA

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José Koopmans: uma homenagem através de trechos de homenagens


Por racismoambiental, 06/06/2011 08:42



“(…) antes de tudo era uma pessoa afetiva, holandês que se tornou baiano e que lutou e denunciou a invasão da monocultura dos eucaliptos e a tristeza e sofrimento do povo pobre que é obrigado a lhes ”dar lugar”. Padre Zé ou simplesmente Zé permanecerá conosco para sempre! Com o povo da roça, com o povo da periferia, com os trabalhadores e trabalhadoras rurais, com os indígenas, a quem tanto amou!” (Geralda Soares, de Araçuai)

Koopmans travesso - Jose Koopmans era o diabo encarnado/ O diabo que veio das oropa/ O danado, o travesso a burilar as falsas verdades da igreja/ O aventureiro, o maldito, a fervilhar as rezas do capital/ O roqueiro, o caminhante, a trilhar os caminhos negados pela ironia/ O simpático, o desdenhoso, a desconfiar dos índices sociais/ O inconformado, a invadir plenárias da injustiça e denunciar o medo./ José Koopmans era um José, Daqueles que o capitalismo tenta devorar e não conseguiu E por não conseguir, o chamam de fracassado e mentem ao seu respeito. Padre José, como era conhecido por uns, Era um camarada de luta, por vezes acreditou no partido/ Leu e releu poemas de Brecht, mas deixou de lado a crença no partido/ E viu que o partido já era, pois as lutas estavam nas ruas e no corpo/…/ Jose Koopmans era um José/ E como tantos José no Brasil, tinha esperança. (Por Sumário Santana – GrupoViola de Bolso de Eunápolis)

“(…) Nós o queremos como um companheiro; / Um compartilhador do amor…/ Um repartidor de ideias…/ Um semeador de resistências;/ Um formador de consciências/ E um construtor de utopias./ Não esqueçamos porém,/ Que no seu peregrinar também/ Ele silenciosamente nos via./ Nos via das alturas do altar/ E nas baixuras do lutar./ Nos via por trás da hierarquia/ Nos via, nos via, nos via…/ E sorria e sofria…” ((Trecho do poema “Fiquemos com as lembranças e com os compromissos”, de Ademar Bogo, do MST).

“(…) Não existe um homem branco que seja mais índio, que seja mais negro do que este. Assim como também não existe quele que cuide tanto do próximo, seja qualquer criança, jovem ou adulto, que seja excluído, perseguido. … E todos faremos justiça ao seu legado. Tudo o que você nos deixa, nós continuaremos!” (Carolina Ranciaro)


“(…) Vai companheiro, vai fundir-se com a mãe terra, já que a vida inteira tomou-a em defesa, sem jamais transigir. Agora, Tu e Ela, uma só matéria. Vai companheiro, aninhar-se nos braços da Lua, pois tua luta nunca será olvidada, teu grito profético contra a destruição e mercantilização da natureza, tua fúria lúcida contra a corrupção de políticos vigaristas de todos os matizes, corrupção que mata e subtrai a vida de milhares de pessoas, teu profundo senso de justiça, tantas vezes motivo de perseguição pela Igreja Vaticana a que pertences, que, com suas estruturas conservadoras e truculentas, o cerceava; mas não é o evangelho que diz ‘Felizes os que tem fome e sede de justiça’(…)”? (Aliomar Rabelo Cesar)

Os trechos acima foram recortados de textos e/ou poemas maiores, enviados por Ivonete Gonçalves para a lista do GT Combate ao Racismo Ambiental ou diretamente para este Blog. Pedimos a compreensão de seus autores pela publicação parcial, já que fazê-lo na íntegra inviabilizaria a justa

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mata Atlântica do NE: rica em diversidade e ameaçada

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Quatro das cinco regiões onde mais se encontram espécies endêmicas da Mata Atlântica estão localizadas na porção nordestina do bioma, onde, apesar da rica biodiversidade, há poucas ações de conservação. A falta de cuidados fez com que cerca de 92% da Mata Atlântica do Nordeste fosse destruída, mas nem tudo está perdido: o movimento Amane provou que, com a ajuda da população local, é possível recuperar o bioma na região em pouco tempo

Da Bahia ao Piauí, passando por outros seis estados da região, a porção de Mata Atlântica Nordestina corresponde a cerca de 28,8% de todo o território do bioma e abriga quatro dos cinco principais centros de endemismo da Mata Atlântica - ou seja, regiões que, além de serem consideradas as mais ricas em biodiversidade do bioma, abrigam uma grande quantidade de espécies endêmicas.

Os dados foram divulgados pela Amane - Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste e revelam uma área que merece proteção, mas que, apesar da sua importância, recebe pouca atenção do governo e, também, de entidades do terceiro setor. A primeira organização a focar seus esforços, exclusivamente, na preservação e restauração da Mata Atlântica nordestina foi a própria Amane, fundada em 2005 por oito ONGs, nacionais e internacionais, indignadas com a situação da região.

Segundo levantamento realizado por elas, a falta de cuidados fez com que a área passasse a ser explorada, de forma intensa e irresponsável, pela população e empreendimentos locais, o que resultou na destruição de cerca de 92% da Mata Atlântica nordestina. Hoje, restam, apenas, 19.427 km² do bioma na região - dos 255.245 km² originais - e dezenas de espécies que vivem no local já estão, oficialmente, ameaçadas de extinção, dando à Mata Atlântica nordestina o título de uma das regiões mais degradadas do bioma.

No entanto, o trabalho da Amane - que atua na região há cerca de seis anos - provou que, com ações bem planejadas, é possível recuperar a região em pouquíssimo tempo. Atualmente, a associação realiza uma porção de projetos na região e um dos mais bem sucedidos é o Programa de Desenvolvimento Sustentável para o Assentamento Pacas, implantado no município de Murici, em Alagoas.

A ação reeducou as 85 famílias que moram no assentamento - localizado no entorno do Complexo Florestal de Murici -, para que passassem a utilizar a floresta de forma sustentável. "Eram cerca de 780 pessoas muito humildes, que queriam fugir da economia escravocrata da região, baseada na cana-de-açúcar, mas que não faziam ideia de como manejar, de forma adequada, os recursos naturais que a floresta disponibiliza. A mata era vista por eles como local de despejo de resíduos e caça predatória. Muitos vendiam, ilegalmente, aves raras nas feiras locais para conseguir dinheiro", contou Maria das Dores Melo, que é coordenadora da Amane, durante o evento Viva a Mata 2011.

Após a ação de reeducação realizada pela Amane, a população do assentamento Pacas passou a produzir orgânicos, que eram vendidos nas feiras locais da cidade, gerando renda para as famílias. A iniciativa deu tão certo que os moradores fundaram a COOPF - Cooperativa de Produtores da Agricultura Familiar Camponesa e, hoje, têm contrato com a prefeitura de Murici para fornecer merenda escolar orgânica para todas as escolas públicas do município.

"O programa ajudou, inclusive, a diminuir a discriminação que o governo e a própria população tinham com os moradores do assentamento. Antes, eles eram vistos como ‘sem-terras acomodados’ e, hoje, além de serem ‘produtores de agricultura familiar’, mantêm uma ótima relação com todos", disse Maria das Dores. "O resultado não podia ser melhor. Claro que ainda há caça e desmatamento na região e é preciso fiscalizar constantemente, mas a pressão antrópica no Complexo Florestal de Murici diminuiu muito, porque hoje eles entendem que precisam da floresta", concluiu.

Para conhecer os outros projetos da Amane - que é formada pelas ONgs Cepan, SNE, IARBMA, CI-Brasil, TNC, Save Brasil, WWF-Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica -, acesse o portal da associação.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O modelo Bonito

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Como a cidade do Mato Grosso do Sul consegue preservar sua natureza sem rechaçar o turismo


Normalmente é assim: um lugar com atrações naturais exuberantes um dia se torna destino badalado. Operadores de turismo passam então a comercializá-lo e, com o tempo, a cidade é invadida pelo turismo de massa. Logo, a natureza começa a pagar a conta. Mas isso não se deu com Bonito. Campeão histórico do Prêmio VT na categoria destino de ecoturismo, o lugar encanta por suas águas límpidas e pela fauna que a habita. A novidade de Bonito é que o município não tem áreas de preservação ambiental.

Há um parque nacional, o da Serra da Bodoquena, nos arredores, mas as principais atrações da cidade ficam fora dele. O controle estrito de visitação - com preços acima da média das atrações brasileiras - e o sistema de comercialização, exclusivo de agências credenciadas, ajudam a evitar que o lugar siga o mau caminho.

Nem mesmo o número cada vez maior de turistas - em 2010, foram à cidade 276 mil deles, 106 mil a mais que dois anos antes - parece representar uma ameaça. Para especialistas, o modelo de Bonito, com muitas das decisões sobre o turismo nas mãos da iniciativa privada, joga a favor da preservação. Edgar Werblowsky, da operadora especializada em destinos de aventura Freeway, é um adepto. "Os proprietários cuidam bem dessas terras, pois sabem que, do contrário, o retorno econômico não vem." Para o consultor de ecopolítica Sérgio Abranches, "é mais fácil as coisas darem certo em Bonito.

A maioria das trilhas é feita a pé, o que impacta bem menos". "Em Fernando de Noronha", segue ele, "é um absurdo a quantidade de bugues e pousadas que são construídas sem licenciamento." Para ir às principais atrações de Bonito, como o Abismo Anhumas - a maior caverna submersa do mundo -, a famosa gruta do Lago Azul e as flutuações e os mergulhos nos rios Formoso e da Prata, é preciso comprar um voucher. "Com ele, a arrecadação é dividida entre os gestores envolvidos e há um controle absoluto sobre quantas pessoas estão fazendo os tours", diz Lucila Egydio, bióloga e especialista em ecoturismo. Bonito ainda conta com 120 guias profissionais, além de uma equipe de geólogos e biólogos que trabalha para monitorar o impacto que a visitação causa no meio ambiente.

Fonte: Planetasustentável.

Aberta a temporada de observação de baleias no litoral baiano

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Neste período do ano turistas podem observar a passagem de baleias pelo Brasil / Foto: Divulgação


Formada pelas cidades de Prado, Alcobaça, Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri, a região da Costa das Baleias, ao sul da Bahia, é uma das responsáveis por fazer do estado um dos mais encantadores do país. Entre os meses de julho e novembro, como o próprio nome sugere, o local paradisíaco é ideal para a observação de baleias e o parque marinho dos Abrolhos é o principal palco para esta aventura inesquecível.

As águas de Abrolhos reservam aos mergulhadores alguns dos visuais mais marcantes da costa brasileira como a observação de baleias jubartes (Megaptera novaeangliae). Uma espécie conhecida pelas longas nadadeiras peitorais e por fazer acrobacias fora da água. Esses animais podem chegar a 16 metros de comprimento e a pesar cerca de 40 toneladas e são frequentadores do local na época da reprodução. Recifes de corais imensos e coloridos, cavernas submarinas e uma vasta quantidade de peixes tornam o espetáculo ainda mais irresistível. Tartarugas marinhas também são facilmente vistas na região.

Além da observação de baleias e do mergulho, comum a todos os municípios que compõem a Costa das Baleias, as cidades reservam ainda outros atrativos naturais perfeitos para a prática das atividades de aventura. Em Prado, os manguezais nas margens do Rio Jucuruçu servem como pano de fundo para os canoístas. Já as quase desertas praias de Caravelas são um convite aos amantes do trekking.

A apreciação da natureza pelas trilhas da ilha da Barra Velha, em Nova Viçosa, é um verdadeiro espetáculo a céu aberto. As piscinas naturais da Praia da Barra, em Alcobaça, são as mais requisitadas pelas crianças. Do lado de fora, garças se juntam ao público e assistem ao cenário natural estonteante. Enquanto em Mucuri o cicloturismo é uma das atividades oferecidas.

Estes destinos são contemplados pelo Programa de Promoção e Comercialização Nacional da ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), que trabalha para fortalecer o segmento e reforçar o potencial do Brasil para oferta segura e responsável de atividades de Ecoturismo e Turismo de Aventura.



Fonte: ASCOM Abeta

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Exposição 'Se eu fosse uma floresta'

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Quantas pessoas tem o privilegio de vivenciar uma experiência com a Mata Atlântica e seus moradores? Esta é a proposta da exposição de educação ambiental “Se eu fosse uma floresta” que será aberta ao público a partir do dia 13 de maio de 2011, na RPPN Estação Veracel, em Porto Seguro.

Por meio de esculturas e cenários interativos, o visitante será estimulado a pensar sobre a realidade da fauna e flora da floresta. Réplicas de animais, plantas e pessoas criam um ambiente adequado para o uso didático, apresentando conceitos e orientações básicas de preservação ambiental em comemoração ao “Ano Internacional das Florestas”.

De acordo com a coordenadora do Programa de Educação Ambiental da Veracel, Virginia Camargos, a exposição é uma proposta educativa ao ser humano, para que ele assuma o estado das coisas e seres, transformando-se nos mais diversos elementos: semente, papel, harpia, anta, cobra, mangue, livro, formiga, suçuarana, palmeira.

“Assim vivenciar os ciclos da natureza e descobrir soluções a partir da compreensão dos significados e relações dos objetos interpretados dentro de uma cultura de sustentabilidade”, explicou Camargos.

Segundo a bióloga Lígia Mendes, responsável pela RPPN, a expectativa da equipe de educadores ambientais da empresa é encantar o público com a exuberância dos elementos da natureza.

Além da visitação pública, a exposição receberá grupos de professores dos 10 municípios onde a empresa atua para seminários e oficinas. O tour é guiado por monitores e depende de agendamento prévio dos grupos.

Após a temporada na RPPN, a exposição será transferida para o Terminal Marítimo de Belmonte, ampliando a condição de acesso de mais pessoas na Costa do Descobrimento.

Como se sentiria? O que faria para a preservação da vida no Planeta? E se você fosse uma onça-pintada, animal ameaçado de extinção, ou uma árvore da Mata Atlântica? Qual seria o seu apelo? A exposição apresenta estes e outros convites inusitados ao visitante.

Ela estará distribuída em um espaço especial dedicado às práticas de educação ambiental, em uma “sala de aula” viva que é a Estação Veracel. Uma das maiores reservas particular do patrimônio natural (RPPN) do nordeste brasileiro, reconhecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), e declarada como Sítio do Patrimônio Mundial Natural, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Com 6.069 hectares nos municípios de Porto Seguro e Cabrália, a RPPN Estação Veracel se destina à atividades de educação ambiental e à pesquisas científicas, abrigando significativas populações de espécies globalmente ameaçadas e outras de interesse para a conservação.

domingo, 24 de abril de 2011

Dinheiro dá em árvore, sim

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Florestas em pé não são boas só para a biodiversidade. Elas geram bilhões para a economia. Quando as tratarmos como empresas, aí, sim, o desmatamento pode cair a zero. Ou abaixo de zero

 
 
Um Maracanã de floresta acaba de desaparecer. Isso desde que você começou a ler este texto, há 1 segundo. Amanhã, neste mesmo horário, você levará a vida como sempre - esperamos. Mas os integrantes de 137 espécies de plantas, animais e insetos, não. Eles terão o destino que 50 mil espécies por ano têm: a extinção. Argumentos como os 15 Maracanãs de mata tropical devastados desde o início deste parágrafo - agora, 17 -, são fortes, mas nem sempre suficientes para que algo seja feito. Só que existe outro, talvez ainda mais persuasivo: dinheiro não dá em árvore, mas árvore dá dinheiro.

Hoje, manter uma floresta em pé é negócio da China. Em uma área estratégica perto do rio Yang Tsé, o governo chinês paga US$ 450 aos fazendeiros por hectare reflorestado. O objetivo é conter as enchentes que alteram o fluxo de água do rio. Equilíbrio ecológico, manutenção do ecossistema, mais espécies preservadas, esses são os objetivos do Partido Comunista Chinês? Não.

Trata-se de um investimento. O reflorestamento mantém o curso do rio estável e as árvores, sozinhas, aumentam a quantidade de chuva - as plantas liberam vapor d’água durante a fotossíntese. Resultado: mais água no Yang Tsé. O que isso tem a ver com dinheiro? A água alimenta turbinas das hidrelétricas distribuídas pelo rio - inclusive a megausina de Três Gargantas, 50% maior que Itaipu, que abriu as comportas em 2008.

Investindo em reflorestamento, os chineses agem de forma pragmática. Pagar fazendeiros = mais árvores. Mais árvores = mais água no rio. Mais água = mais energia elétrica barata (ainda mais no país que inaugura duas usinas a carvão por semana para dar conta de crescer como cresce). Mais energia barata, mais produção para a economia - e dinheiro para pagar os reflorestadores. O final dessa equação é surreal para os padrões brasileiros. A China, nação que mais polui e que mais consome matéria-prima, tem índice de desmatamento zero. Abaixo de zero, até: eles plantam mais árvores do que derrubam.

Não é só lá que as árvores valem dinheiro. No país que melhor preserva sua floresta tropical acontece a mesma coisa. É a Costa Rica. Os donos de terras de lá são pagos para manter áreas de floresta intactas. Parte do dinheiro vem de uma companhia hidrelétrica interessada em manter os rios que usa fluindo. Florestas, hidrelétricas... Só esses dois pontos já deixam claro que o Brasil tem algo a aprender. O berço da maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira (e 3ª do mundo) fica em plena Floresta Amazônica. É Belo Monte, no rio Xingu, a 40 quilômetros da cidade de Altamira, no Pará.

A partir de 2015, ela vai servir 26 milhões de habitantes. O dado mais célebre dela é outro: os 512 km2 de floresta inundada por suas barragens. É a área de uma cidade média, toda debaixo d’água. Mesmo assim, a usina pode fazer mais bem do que mal para a mata. Pelo menos nas próximas décadas. Se seguirmos a lógica da China e da Costa Rica, faz sentido que Belo Monte pague algo pela manutenção da floresta, já que sem ela não tem chuva o bastante, e sem chuva o bastante não tem energia.

E não são só hidrelétricas que lucram com as árvores de pé, e que podem pagar para mantê-las assim. O ciclo de chuvas da Floresta Amazônica é o que garante nossas safras agrícolas - sem ele, boa parte do país seria um deserto. A ONU calcula que mesmo uma queda mínima na quantidade de chuvas que a floresta produz pode trazer prejuízos entre US$ 1 bilhão a US$ 30 bilhões para a agricultura nos arredores da Amazônia.

As estimativas são imprecisas por uma limitação da ciência: não há como saber se um tanto de desmatamento vai provocar outro tanto de bagunça no ritmo das chuvas. Mas todo mundo sabe que a relação existe. O problema é quantificá-la. Mesmo assim, faz sentido imaginar um futuro em que os produtores agrícolas paguem pela preservação de florestas como uma espécie de seguro contra a falta de chuvas.

Claro que, se ficar só na conversa, nunca vai acontecer nada. Mas um grupo de cientistas americanos deu um passo importante. Criaram um software que busca calcular com alguma precisão quanto uma área desmatada ou reflorestada pode gerar em lucros (ou prejuízos) para a economia de uma região. O nome do programa é engenhoso: InVEST (Valoração Integrada de Serviços e Compensações do Ecossistema, em inglês - haja paciência para inventar uma sigla dessas). E ele já saiu do mundo das ideias: é o software que a China usa para gerenciar o retorno de seu reflorestamento. Enquanto isso, devastamos mais 200 Maracanãs no tempo que você levou para ler este texto.



Fonte; Planeta Sustentavel

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ONG aponta que qualidade da água dos rios é insatisfatória

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SALVADOR - Avaliação da Fundação SOS Mata Atlântica constata que nenhum dos rios, dos seis municípios baianos avaliados, tiveram resultado positivo em relação à qualidade das águas.



O monitoramento foi desenvolvido pelo Programa Rede das Águas, da própria ONG, nos municípios de Jacobina, Catu, Canavieiras, Itamaraju, Prado e Caravelas.



De acordo com o relatório, as amostras que obtiveram melhor resultado foram as do Rio Pituaçu, na capital baiana, e do rio Jucuruçu, em Prado, que somaram 32 pontos, que significa situação “regular”.

O rio Itapicuru Mirim, em Jacobina, teve o pior resultado do monitoramento, com 24 pontos, que significa “ruim”. O rio Caravelas, em Caravelas; o rio Pardo, em Canavieiras; e o rio Jucuruçu, em Itamaraju, estão em situação “regular”, com 31, 30 e 30 pontos, respectivamente. Já o rio Catu, em Catu, acompanha o rio Itapacuru na situação “ruim”, mas com 26 pontos.

A ONG informa que “regular” é denominada como “aceitável” e diz respeito às amostras que ficaram entre 27 e 35 pontos. A situação “ótima” está acima de 40 pontos. A coordenadora do programa, Malu Ribeiro, afirma que os rios da Bahia estão cada vez mais comprometidos. “Embora seja um recurso natural essencial à vida, ainda é tratada com descaso. Queremos despertar nas pessoas o estado de alerta, o conhecimento e a vontade para a mudança de comportamento”, diz.

Fonte. G1

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cana-de-açúcar pode resfriar a temperatura local, diz pesquisa

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Canaviais brasileiros podem ajudar a diminuir temperatura em áreas que já foram desmatadas por outras culturas


por Redação Galileu



Andre Vieira/Getty ImagesA cana-de-açúcar já é utilizada para a produção de etanol, biocombustível que polui menos do que derivados de petróleo, por exemplo. Para aumentar ainda mais a moral da cana, cientistas do Instituto Carnegie, nos Estados Unidos, descobriram que o cultivo a planta também ajuda no resfriamento do clima local. A pesquisa foi divulgada na publicação Nature Climate Change.



O autor Scott Loarie e sua equipe usaram dados de satélite para monitorar os efeitos do cultivo da cana no cerrado brasileiro. Quando houve a conversão da vegetação nativa em pastagens ou outras culturas, a área ficou 1,6 ºC mais quente. No entanto, quando estas regiões desmatadas por outras culturas foram convertidas em plantação de cana, o clima local resfriou 0,9 ºC em média.


A explicação dos pesquisadores é que o vegetal reflete mais o calor do Sol, além de liberar vapor d' água mais frio e em maior quantidade do que outros tipos de plantação, o que diminui a temperatura em volta do canavial. Para chegar a essa conclusão, eles mediram temperatura, refletividade, perda de água da planta por transpiração e a perda de água do solo por evaporação.


Mas nada substitui a vegetação natural quanto ao resfriamento do ambiente. Os efeitos favoráveis reconhecidos na pesquisa estão ligados ao cultivo da cana em locais já desmatados e que foram ocupados anteriormente por outras culturas. A diminutição da temperatura não acontece quando em áreas cuja vegetação natural foi substituída por canaviais.